Ponto facultativo – Coluna do Ricardo

 

 Ricardo Bernardo

  Já virou costume a Prefeitura de São Luiz Gonzaga decretar ponto facultativo na véspera, ou após um feriado, como foi o caso do dia 4. Assim, não há expediente por quatro dias consecutivos, pois os feriados sempre são prolongados ou então antecipados. Qual o motivo para a adoção dessas medidas? Provavelmente o argumento utilizado é para reduzir gastos, porém com isso a comunidade e as empresas ficam sem acesso à Prefeitura, porque a referida repartição pública permanece fechada enquanto as demais trabalham.

   Claro que essa situação não é exclusividade só de São Luiz Gonzaga, pois em vários outros municípios da região acontece o mesmo, e tampouco da administração X ou Y, pois há muitos anos é assim. Porém essa atitude vai de encontro à realidade do Brasil, onde a grande maioria dos trabalhadores exerce suas atividades durante oito horas por dia, de segunda a sábado, sem direito a estender os feriados. Só para efeito de curiosidade, a jornada de trabalho diária na Prefeitura de São Luiz Gonzaga é de apenas seis horas.

   Outro aspecto a ser destacado é que seus funcionários não necessitam repor os pontos facultativos com atividades alternativas fora do horário de serviço, como acontece com os professores municipais. Os docentes precisam recuperar os dias parados em outros horários, com atividades que supram aquelas horas que não foram trabalhadas devido ao prolongamento dos feriados.

   Essa questão poderia ser revista, pois muitas pessoas precisam resolver assuntos na Prefeitura e com isso só serão atendidas na semana seguinte, gerando transtornos e descontentamentos na população. Um fator que também deveria ser melhorado é referente aos horários de atendimento ao público, pois o mesmo poderia ser estendido pelo menos até às 17 horas, como acontece em várias outras cidades das redondezas.

   Creio que muitas outras pessoas, assim como eu, têm curiosidade em saber mais detalhadamente os motivos dessas medidas, que acontecem há vários anos em São Luiz Gonzaga. Os pontos facultativos reduzem mesmo os gastos dos cofres públicos?

  “Como eu queria ser funcionário da Prefeitura!”, é uma das frases mais escutadas, vindas principalmente daqueles que trabalham no comércio da cidade.

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21 Comentários

  1. Meu Caro, seu comentários são muito infelizes. O horário bancário é reduzido e você não citou este fato, pois este é o serviço mais importante para as empresas. Além do mais, quer trabalhar em horário reduzido passe num concurso. Há pelo visto tu não tens capacidade, nã é?

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  2. ME DESCULPEM OS ATINGIDOS, MAS ACHO UMA VERGONHA SE ADMITIR QUE SE QUISERMOS FERIADÃO TEMOS QUE ESTUDAR E FAZER CONCURSO PUBLICO. GENTE ISSO DENIGRE A IMAGEM E A FUNÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS, COM ESSES ARGUMENTOS, VOCÊS ESTÃO AFIRMANDO A CORRUPÇÃO NO SETOR PUBLICO E VALORIZANDO A INICIATIVA PRIVADA.

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  3. Sou professora, acho um abuso de poder tanto facultativo pra um país com um IDEB tão baixo, na verdade quem sai perdendo com o facultativo é o aluno, no geral, filho da classe menos privilegiada, ele sim fica sem aula, e não me diga que reposição no sábado tem o mesmo efeito, o mesmo aproveitamento. Quem defende facultativo, certamente não tem filho na escola pública, nem precisa dos serviços públicos. Devemos lutar por direitos sim, não por enrolação, que é o que considero sobre PONTO FACULTATIVO.

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  4. thenisio rodrigues

    Sr. Henrique em que setor da conversora voce trabalha? sera que poderias informar? Por que dizer que trabalha em uma das maiores empresas do mundo e ta reclamando de uns poucos que ganham 500,00 a 1000,00 reais por mês? cuide do teu trabalho por que se trabalhas mesmo na conversora nao deveria estar falando isso! Sr. Roberto Saco nao gostaria de saber!

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  5. O concurso Público é aberto a todos os cidadões CAPAZES. Te capacites e preste um concurso. E como já dizia minha avó, papel aceita tudo, que pena que uma pagina tão acessada como o guia São Luiz de espaço a este tipo de picuinha. É preciso somar para crescer, acrescentar, fazer criticas construtivas. São Luiz Gonzaga abraça com hospitalidade a todos precisamos honrar esta cidade acolhedora e respeitar os espaços. Espero que ao menos entenda meu recado. Obrigada!

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  6. TRABALHO PARA ELA, MAS ISSO NAO JUSTIFICA QUE DEVO TRABALHAR LÁ. TRABALHO COM DOCUMENTOS, PELA CIDADE. JUSTAMENTE ONTEM NA COOPATRIGO, ENCONTREI FUNC. DA PREFEITURA. TA CERTO, NAO É TODOS. MAS A GRANDE MAIORIA. VER JOGOS DO BRASIL? SO PRA QUEM NAO TRABALHA REALMENTE.
    Só acho que devemos abrir mais os olhos com oq tao fazendo com nosso dinheiro.
    Abs. Henrique Sommer.

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  7. Pena que o Henrique não vai ver na TV os jogos do Brasil na Copa do Mundo. O patrão não permite…

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  8. Caro “Henrique”:
    Não sou servidor público, acho necessário esclarecer.
    Também acho que a Prefeitura deve servir ao interesse público e não ao interesse de seus funcionários.
    Se existe servidor gazeteado o serviço, acho que há negligência da chefia e falta grave do gazeteiro. Deveriam ser responsabilizados por isso. O chefe CC demitido pelo Prefeito e o agente público com o corte do ponto.
    Quem sabe dessa irregulatidade, como é o seu caso, não deve ser omisso. Denuncie ao Ministério Público, revele nomes, horário, qual o supermercado, etc. Agora, não seja covarde e agrida todos os servidores públicos que exitem por aí. Isso é crime contra a honra.
    Um coisa está me inquientado. Se você trabalha na Conversora, é empregado exemplar, dedicado, sempre labutando, como encontra tempo para dar uma incerta em servidores da Prefeitura de São Luiz que estão fazendo compras em supermercado na hora do expediente? Você também está a fazer tais compras nesses horários impóprios?
    Como sempre, todo moralista de plantão se denuncia pela própia boca (no caso, palavras escritas).

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  9. NAO É EU QUEM GANHA UM SALARIO, MAS SIM MUITAS PESSOAS SEM ESTUDO, SEM CONDICOES, SE NAO TRABALHAR ASSIM, NAO ARRANJAM OUTRA COISA PARA FAZER. VAMOS SER REALISTAA, VAMOS PARAR DE PENSAR EM SI PROPRIO E PENSAR QUE A PREFEITURA É PARA A CIDADE, NAO SO PRA TIRAREM PROVEITO.

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  10. E OQ ME DIZ SOBRE FAZER COMPRAS EM HORARIO DE TRABALHO?? ISSO É SO FUNCIONARIOSS PUBLICOS!!
    POR FAVOR, TRABALHAR SEIS HORAS, CHEGAR BATER PONTO E SAIR PARA DEPOIS TER QUE FICAR ATÉ MAIS TARDE TRABALHANDO PARA GANHAR HORA EXTRA É FALTA DE RESPEITO. E NAO VEM FALAR, QUE MUITOS FAZEM ISSO NA PREFEITURA, QUEM NUNCA VIU FUNCIONARIOS DELA NA RUA COMPRANDO? DEBOXANDO COM NOS TRAZBALHADORES NORMAIS? GANHO HORA EXTRA, TRABALHO NA CONVERSORA E PAGAM MUITO BEM POR SINAL.

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  11. Henrique:
    Se tu trabalhas das 6h15 até as 19h e ganha somente um salário mínimo, está na hora de acordar, meu irmão. Cadê as horas extras? Isso não é regime de trabalho, mas de semi-escravidão!
    Por onde anda a CLT? E o piso da categoria? E o piso regional? Oh, patrão do Henrique, tê liga! Vamos cumprir as leis trabalhistas nesse país!
    Libertem o Henrique das amarras da escravidão!
    Obs: quem fica fulo mesmo com servidor público não é o povo! São os patrões da iniciativa privada (e os seus puxa-sacos de plantão), porque seus empregados cobram deles uma jornada menor, salários mais justos e mais direitos trabalhistas, segundo o exemplo do servidores públicos! Claro que o patrão é contra, porque seu lucro vai emagrecer. O senhor de engenho também era contra o fim da escravatura. Quem explora sempre quer manter o status quo!
    Se liga trabalhador. Teu inimigo não é o servidor público, mas quem te explora!

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  12. SONHO DE TODO MUNDO É TRABALHAR NA PREFEITURA, FAZ FERIADAO E DÁ PARA SAIR FAAZER COMPRAS NO HORARIO DE TRABALHO. Ricardo falou pelo povo, falou o que todos nós trabalhadores “normais” pensamos. Quem nunca viu funcionarios da prefeitura na farmacia? no mercado?na fruteira? FALTA DE RESPEITO COM O CIDADAO QUE ACORDA AS 6 PRA CHEGAR AO TRABALHO 7;15 TRABALHAR ATÉ AS 19HS E GANHAR UM SALARIO MINIMO. PARABENS RICARDO. ESTÁ CADA DIA MELHOR.

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  13. Prezada Maria e demais debatedores.
    Efeticamente o professor tem de cumprir o calendário de dias letivos. Veritas.
    Mas por outro lado, sua carga horária é entre 20/24 horas/semana, pode acumular dois cargos, tem 45 dias de férias (e se prevalecer lei federal, irá para 60), mais aposentadoria especial (se aposenta antes dos demais).
    Não digo isso para desmerecer o professor. Muito pelo contrário!Penso que é muito justa as férias em perído maior e a aposentadoria especial aos nossos educadores. E ainda acrescento: deveriam ganhar bem mais do que o salário de fome que recebem, já que a educação é base para o desenvolvimento econômico e cultural de uma nação independente (nós brasileiros pagamos muito mal professores e profissionais da segurança pública, depois reclamamos de mais qualidade; não será cinismo nosso?).
    Por isso entendo que não é o caso colocar professor público (que é servidor) contra os demais servidores (e vice-versa). São carreiras diferentes, com nuanças diferentes e com lutas concretas diferentes.
    Mas pelo que entendo do autor da crônica, o Professor Ricardo, sua preocupação não com uma questão meramente moral, mas prática: revolta-se com o excesso de pontos facultativos, que atrapalha o cidadão que deseja buscar serviços na Prefeitura, porque os órgãos públicos acabam por não funcionar. E nessa linha sou seu parceiro na crítica. Deveria haver mais critério das autoridades (e principalmente do eleitor que vota nessas autoridades)

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  14. Prezados senhores.

    É evidente que quando falei em funcionários da Prefeitura estava me referindo ao Executivo, CC’s, FG’s, e não aos estatutários que desempenham suas funções, que são fundamentais para o atendimento à sociedade são-luizense. Esses que citei anteriormente também são funcionários, colocados lá pelo povo, e ainda por cima não possuem estabilidade em seus cargos como os concursados, porém faltou de minha parte exemplificar melhor.
    Concordo com as afirmações citadas abaixo, pois o ponto facultativo vem da hierarquia existente, onde são seguidas ordens superiores, e em nenhum momento eu quis criticar a atuação e desempenho dos senhores em seus cargos, mas sim a dos Executivos (atual e anterior), bem como CC’s e FG’s, que com o passar dos anos foram “se acostumando” com essas constantes “folgas”, sem precisar repô-las e etc.
    Desfeito o aparente mau entendido que se estabeleceu nesse espaço, continuo com a mesma opinião sobre os pontos facultativos. Gostaria de saber o percentual de economia dessas medidas, bem como a economia obtida quando a prefeitura passou a encerrar o expediente uma hora mais cedo.
    Pois como um dos princípios da política é a transparência, creio que nada mais justo para a comunidade são-luizense do que a divulgação desses dados, que julgo de suma importância. E para encerrar, estive em duas repartições públicas na sexta-feira, uma estadual e outra federal, e ambas estavam abertas para o atendimento ao público.
    Ao “Realista”, agradeço a sugestão e participação e antecipo que irei realizar algumas leituras sobre o tema, para em breve, se possível, poder escrever algo sobre esse interessante assunto.

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  15. Engraçado, devo estar com problemas de interpretação.

    Li e reli o texto umas três vezes, e não consegui perceber o momento em que o autor faz críticas AO funcionário público municipal.
    Faz críticas ao sistema adotado pela prefeitura, à discrepância entre o que é cobrado dos professores e dos demais funcionários (e o Ricardo deve saber o porquê disso…professores tem que cumprir os ditos dias letivos).

    E o principal questionamento, muito pertinente, aliás:

    -Os “feriadões” do sistema público adiantam a alguma coisa? Poupam aos cofres públicos? Ajudam ao desenvolvimento da cidade?
    -Quem decide se será ponto facultativo? Pode a população opinar quanto à isso? De que forma?
    -O que estes pontos facultativos acarretam à rotina dos são-luizenses?

    É hora de se manifestarem. Ano de eleição. O povo, que vota, que elege, tem todo o direito de ter respostas a essas perguntas,tanto em âmbito municipal, quanto estadual e federal.

    E não tem nada a ver com ser ou não à favor de “funcionário da prefeitura”, muito pelo contrário, são estes dignos de respeito como toda a população.
    Ah, uma coisa que falaram é verdade… Quem quer feriadão, que faça e passe no próximo concurso.

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  16. Entendo a preocupação do autor do texto.
    Mas a crítica está equivicadamente endereçada aos servidores públicos municipais. Ocorre que quem decreta ponto facultativo é o Prefeito e não os servidores.
    Se há muitos “pontos facultativos” em São Luiz Gonzaga, isso é política de governo, que merece ser discutida. Mas não se culpe os servidores.
    No que se refere aos trabalhadores da iniciativa privada, penso que eles possuem menos garantias do que os serviores públicos. Mas nem por isso devem lutar contra eventuias direitos do servidores, mas batalhar, de forma organizada, via sindicato, pela ampliação dos seus próprios direitos. Se tenho pouco, luto por mais e não para diminuir o que tem o meu vizinho.
    Note-se que na maioria dos países desenvolvidos, a carga horaria semanal de trabalho varia entre entre 34 a 40 horas, sendo que serviços que exigem esforço intelectual, a carga cai ainda mais. No Brasil a carga horária é de 44 horas semanais. A luta sindical, hoje, é para que a carga se reduza a 40 horas semanais.
    Aliás, esse seria um tema interessante para ser desenvolvido: a história da carga horária dos trabalhadores. Um desafio que lanço ao articulista.

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  17. Maria da Glória

    Concordo com o comentário acima, os concursos estão aí… Quem quer ter feriadão e ponto facultativo é só estudar e colher os “louros”. O sol nasceu para todos, mas a sombra só para quem merece…

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  18. Você precisaler mais, ter embasamento para criticar, está se transformando num derrotado ignorante. És tão jovem… Ainda dá tempo de mudar, crescer….

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  19. Olha Ricardo… Quem sabe você estuda um pouquinha e vem fazer parte deste grupo tão privilegiado. Este é o bônus de quem estuda e se dá bem.

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  20. parece que o cidadão, sr. Ricardo só conhece funcionario da prefeitura, outros órgãos estaduais e federais também fazem feriadão.quanto a ser um funcionário da prefeitura em breve terá concurso, é só estudar e vir fazer parte desse grupo de trabalhadores honestos que muitas vezes são alvo de críticas, chamados de vagabundos entre outros que recuso a escrever,e, com tudo isso não perdem a dignidade, mantendo-se firme no propósito de servir a sociedade.

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