A ideologia da educação autoritária e seus efeitos nos “civilizados”-Coluna do Charles

O guri Graciliano Ramos, quiçá um dos mais completos escritores que o Brasil foi capaz de produzir, possuía verdadeiro pavor de chegar perto de um livro. Aproximar-se de uma obra escrita lhe causava verdadeiro pânico e dor moral. Não era bem medo dos livros, mas da palmatória que seu pai empunhava ao acompanhar suas lições. Sempre que Graciliano respondia de forma desconforme a uma indagação de seu pai, recebia uma descomunal pancada em sua frágil mão infantil.

Foi no livro Infância, publicado em 1945, que Graciliano traz à tona lembranças dolorosas de sua meninice, denunciando que o medo foi o seu orientador nos seus primeiros anos de vida. Na obra, uma autobiogradia de sua infância, o cronista, romancista e político nascido em Alagoas, fala do desprezo dos adultos pela criança como sujeito social. Graciliano retratou uma inversão afetiva, onde amar equivalia a fazer sofrer, costume alicerceçado numa pedagogia grosseira, que aceitava e estimilava práticas punitivas contra crianças como cascudos, bolos de palmatória, puxões de orelhas e castigos de toda sorte.

Ainda hoje, tal qual o progenitor de Graciliano, muitos pais brasileiros tem “fé” de que castigar é sinônimo de educar. Essa crença, ignoram eles, nada mais é do que a reprodução de uma concepção ideológica enraizada no Brasil Colônia. Como desconhecem a gênese de suas práticas “educativas”, não aceitam submetê-las à razão crítica, muito menos mudar o rumo.

O castigo físico imposto a crianças como método de ensino foi migrado para o Brasil pelas mãos dos padres jesuítas, no século XVI. Os indígenas que viviam na “Ilha Brasil” não aceitaram a prática, exatamente porque repudiavam o ato de espancar crianças. Interessante como aqui em nossa região, onde muitos reivindicam a herança missioneira mais pela ligação com a cultura autóctone (indígena) do que pela tradição européia e jesuítica, sejam adeptos da violência infantil. Que missioneiros são esses?

Faço um parêntese para a educação dos índios. Embora as informações sobre o universo das crianças indígenas não são constantes na bibliografia antropológica brasileira, sabe-se que os indiozinhos eram educados conforme o seguinte procedimento: o filho estava sempre presente no acompanhamento do labor diário de seus pais e avós, aprendendo a ser independente, a apreciar o trabalho e respeitar uma relação coletiva com a terra (Cohn 2002). Meninas socavam pilão, descascavam mandioca, cuidavam dos bebês e auxiliavam as mães. E piás assessoravam os pais, que depois ensinavam artesanato e caça. Não havia espaço para violência, vez que “o extraordinário respeito à personalidade e à vontade individual, desde a mais tenra infância, torna praticamente impossível o processo educativo no sentido da repressão” (Schaden 1974). Os pais indígenas apostavam (inconscientemente) no exemplo, não castigavam.

A tradição educacional cristão-européia, alçada para o Brasil, tinha outro matiz. Conforme a historiadora Mary Del Priore, no livro História das Crianças no Brasil, a imposição de sofrimento físico era considerada uma “forma de amor”, bem como afirmou Graciliano. A demonstração de afeto era havida como uma ação equivocada dos pais e educadores, porque supostamente prejudicava a educação dos filhos, que deviam temer seus instrutores. A relação entre os pais e filhos, segundo tal modo de ver, tinha de espelhar o amor entre o Senhor Deus e o homem caído em pecado, seguindo-se a máxima: amar é castigar (o pecador). O erro da criança era visto não como um momento necessário do aprendizado (é errando que se aprende), mas um pecado que reclamava por um castigo físico.

Tal concepção de como educar crianças permitiu, na segunda metade do século XVIII, o estabelecimento da palmatória como instrumento de castigo disciplinar, a ser aplicado por professores. Na época, considerava-se que os erros dos educandos resultavam da indolência, impondo-se então o castigo físico como modo de remir o pecadorzinho preguiçoso. Confundia-se o processo secular de educação com o procedimento religioso de supliciar. “Sob a ótica religiosa, o corpo é suporte para a alma na vida terrena: deve ser submetido ao poder de Deus para sua salvação. A alma pode desgarrar-se. Os pecados capitais, por exemplo, afastam-na da obra de Deus. Daí a necessidade de salvá-la: supliciar o corpo é uma forma de resgatar a alma para Deus” (Delumeau; 2003).

O erro tinha essa conotação de transgressão de um preceito religioso. Tanto era assim, que a palmatória empregada no Brasil (também chamada de férula) era uma haste que terminava em uma peça circular de madeira que, por sua vez, possuía furos em formato de cruz. Dessa forma, quem sofria punição com a palmatória ficava com bolhas na mão, num traçado similar a uma cruz cristã.

Com a expulsão dos jesuítas de Portugal e de suas colônias (em 1760), o Marquês de Pombal encerrou o sistema de educação de então. Mas a reforma pombalina em nada mudou o viés da violência às crianças nas escolas. Passou a ser norma educacional aplicar castigos físicos não somente pela palmatória, mas outros meios foram institucionalizados, como por exemplo, ajoelhar-se sobre grãos de milho.

Naqueles tempos, o professor almejava formar masi que um aluno de comportado elogioso, mas um ser humano que aceitasse o “seu lugar” e a sua situação de dependente, não havendo fronteira entre o respeito e o medo. Mesmo depois da independência do Brasil, era costume nas festas de formatura os alunos presentearem seus professores com palmatórias, um símbolo de plena e total submissão à inquestionável autoridade educadora.

Michel Foucault (1977), filósofo e professor de História, concluiu em suas pesquisas que o uso do castigo físico era a faceta de um sistema de controle de uma sociedade investida do sentido da ordem e da lei, avessa ao pluralismo, que pretendia se perpetuar, não sofrer alterações ou oposições. As instituições do século XVIII, unidas pelas crenças, valores e hábitos comuns, produziam um mecanismo articulado de vigilância, controle e punição desde a família, até prisão, passando pela escola ou serviço militar. Segundo Foucault, a educação tradicional era autoritária porque assim tinha condições de impor o seu saber e poder aos pequenos, sem questionamentos ou levantes. Tratava-se de um sistema educativo que buscava formar um cidadão disciplinado, capacitado para não reagir à ordem vigente.

A educação autoritária, de cunho ideológico judaico-cristão (ressalto que trato aqui de ideologia e de práticas, não adentrando em questões teológicas), herdada do Brasil Colônia, em que pese novas teorias e práticas pedagógicas – como, por exemplo, o construtivismo – ainda tem seus adeptos na contemporaneidade, tanto na escola como nas famílias. Alguns pais resgatam fragmentos do autoritarismo típico da educação tradicional, ameaçando ou batendo nos filhos, porque acreditam que seus pupilos precisam de disciplina e de obediência, o que supostamente se consegue na base da imposição física.

Nesta linha da tradição colonialista, os pais se percebem donos do corpo dos filhos, assim como o senhor de engenho postulava ser proprietário do corpo dos escravos (e homem se sentia dono do corpo da mulher). Se dono sou, disponho desse corpo de acordo com minha vontade e interesse.

Indubitavelmente essa ideologia educacional colonial persiste até os nossos dias, pesando sobre nossas cabeças e costumes. Aqui mesmo no Guia São Luiz, na manifestação de muitos comentaristas no tópico de debate do projeto de lei que trata do direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante, verifica-se o toque de redenção (castigar a criança pecadora), uma espécie de qualidade sacra que permeia os atos de imposição de sofrimentos físicos aos pequenos. Alguns chegaram a afirmar que cominar sofrimento físico aos filhos é uma ordem bíblica de Deus ou uma condição ética para que a sociedade não se corrompa (o que é um sofisma, já que parcela majoritária dos pais castiga fisicamente seus filhos e mesmo assim temos corrupção e violência; e na grande maioria dos casos, os transgressores foram educados dentro de um regime de sofrimentos físicos e psicológicos).

O assustador é que essa ideológica de suplício infantil e juvenil não é somente local, mas bem mais ampla. Não faz muito, Cingapura, país de regime político autoritário, ex-colônia britânica, situado na cidade-estado insular localizada no extremo sul da península malaia, condenou um adolescente norte-americano a uma pena de chicotadas. Pois conforme apurou uma pesquisa, a maioria da população dos EUA, um país que se assume como liberal, aprovou a pena judiciária de Cingapura e ainda manifestou o desejo de que leis punitivas daquela natureza fossem importadas para o país. Outra pesquisa revelou que 61% dos pais norte-americanos aprovavam castigos físicos como uma forma de punição válida, e 57% afirmaram acreditar que até mesmo bebês de seis meses merecem surras corretivas.

Tenho convicção pessoal de que a violência contra crianças e adolescentes é uma maneira perversa empregada por adultos poltrões para, de forma cômoda, exercerem poder e domínio em relação a uma parcela mais frágil de humanos. Bater é um ato de autoritarismo e, em muitos casos, de sadismo do mais forte sobre o mais fraco.

Educar e impor limites aos nossos filhos sem o recurso da violência física é muito mais que um desafio, trata-se de uma condição necessária e corajosa para a formação de uma nova geração que poderá ser mais liberta, democrática, plural e tolerante. Se os índios conseguiram educar seus filhos sem infligir castigos físicos, por que nós, os “civilizados”, não o faremos?

Corretíssima está a Constituição Federal, em seu art. 227, que prescreve ser do nosso dever colocar crianças e adolescentes a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão. Vamos dar o exemplo aos nossos filhos pelo cumprimento do nosso dever constitucional.

Mais. Vamos exigir dos nossos governantes, do poder econômico e do poder midiático que observem o texto constitucional, de tal sorte que a criança e o adolescente sejam considerados efetivamente prioridades absolutas. Isso sim seria uma revolução!

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60 Comentários

  1. Até onde vai a tolerância da relação, ou falta de interação, docente/discente em sala de aula? Quanto, ou, o quê, um professor pode aceitar dentro de um contexto disciplinar? Será que, este “desinteresse” discente, pelo processo de aprendizagem, não passa de um reflexo da LEVIANDADE da educação atual… Leviandade esta, justificada, pela falta de “presença” do educador, pela deliberação de interesses metodológicos comprovadamente ineficientes.

    Será que já não estamos formando a maior geração, em números, de “graduados”, porém ao mesmo tempo, a maior geração de “desculturados” desde os primórdios da educação?? Nem Freire se atreveria a responder…

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  2. Comentário muito pertinente, sr. Fabrício

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  3. http://www.nl.edu/academics/cas/ace/resources/JohnOhliger_Insight1.cfm
    Neste site econtra-se uma série de criticas feitas em inglês a obra de Paulo Freire. Também sinto no obra de Paulo Freire uma falta ou algo, não sei bem o que, de proximidade com a realidade de sala de aula. Não concordo com a utilização da férula (palmatória), acho que o educador não deveria assumir este papel (eu não assumiria este papel de modo algum, não quero ser feitor e não tenho tradição suficiente para ser senhor), porém também não concordo que não deva haver punição em relação ao extremo (até a questão dos extremos tem que ser rediscutida). O assunto é delicado e precisa ser discutido seriamente e com serenidade: ruminar. As diversas soluções apressadas que adotamos nos ultimos 60 anos nos trouxeram até este caos e criaram um outro mundo, certamente que voltar a férula me parece muito complicado. Não se trata de ser comunista ou não, mas de valorizar a ciência, a cultura e toda forma de conhecimento humano e fazer com que crianças e adolescentes gostem de estudar. Sinto neles justamente o oposto: há uma falta de vontade enorme em querer ter algo na cabeça, em se comprometer com algo, e isso assusta. Alunos tem perdido a capacidade de acreditar na educação como algo que possa mudar suas vidas ou pelo menos melhorar suas vidas. Esta não é mais uma opção válida para boa parte do alunado, ou terá sido algum dia?

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  4. Excelente artigo.

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  5. Gostaria que o autor respondesse às perguntas para verificar o andamento do diálogo! Poderia responder-me?
    E Dom Bosco é completamente diferente de Freire.
    A Pedagogia do Amor X A Pedagogia do oprimido.
    Paz Social ( integradora e unificadora) X Eterna Luta de classes
    Humanismo Otimista X Dialética Materialista
    Metodologia do amor Educativo(amorevolezza) X Choque Oprimido/Opressor
    Assistência-Presença X “ninguém ensina ninguém”

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  6. Charles Leonel Bakalarczyk

    Importante intevenção, “Funcionária Anônima”.
    O método Dom Bosco não é uma antítese do método Paulo Freire, havendo pontos de cruzamento.
    O mundo não pode ser visto como um permanente “guerra fria”, em que de um lado está o bem e no outro, o mal.
    Há oprimidos e há opressores. Como negar? Mas também há a possibilidade de se diminuir as diferenças, mediante o diálogo (Habermas).

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  7. Mas alguma vez viu a palavra LUTA DE CLASSES?
    OPRIMIDO vs OPRESSOR?

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  8. Funcionária Anônima

    Fui ver do que se trata o método Dom Bosco, que de acordo com o senhor Stranieiro, seria aposto das chamadas teorias críticas, entre elas, a desenvolvida pelo educador Paulo Freire.
    E o que encontrei, para minha surpresa?
    “A compreensão da realidade apropriando-se de informações que conduzam a uma reflexão crítica”
    Nos espaços virtuais salesianos Dom Bosco, li muito sobre conscientização, cidadania, reflexão, compreensão da realidade, etc. Ou seja, nada de zelo disciplinar ao extremo, discursos conservadores, homofobia, etc.
    http://www.salesianodombosco-ce.com.br/index.php?p=ZWR1Y2FjYW9faW5mYW50aWw= (não lí uma única vez a palavra “disciplina”). Tem até uma faculdade salesiana que debate inclusão e exclusão social, discutindo Paulo Freire ( http://www.domboscofaculdade.com.br/capa.asp?pws=contexto&cod=420 ). Aliás, Paulo Freire é referido em vários roteiros de formação pedagógoca de professores do sistema Dom Bosco (exemplo: http://www.salesianos.com.br/downloads/SubsidioRSE2.pdf )

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  9. Educação significa conscientização.Se desejas formar homens eduque, conscientize e não utilizes da metodologia coercitiva, da agressividade física ou verbal.
    A propósito o colégio Tiradentes não será instalado nas dependências da escola Adalgisa, tendo em vista que o processo estava ocorrendo de forma impositiva, o que em nossa atualidade,não mais se tolera. Impor idéias, impor”verdades”, tendem a ser barradas em qualquer sociedade civil organizada e democrática.
    A propósito, inúmeros cursos da gradução,cursos com excelência em qualificação, principalmente das áreas das ciências da saúde, estão estudando Freire.
    O empoderamento do sujeito é a chave de uma sociedade mais justa e igualitária

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  10. Ao companheiro james Diego:
    Muito pertinentes as tuas colocações. tentarei observar melhor e seguir teus conselhos da próxima vez.
    Cordialmente!

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  11. E o que pretendo fazer é tal nqual o mito da caverna de Platão. Quero libertar as pessoas para que possam conhecer a verdade. A imprensa gramscista acorrenta nossos jovens, e os aliena. A doutrinação marxista e freireana os corrompe desde o nascimento. O senso comum e o politicamente correto os impede de libertar suas mentes e fugir da caverna. Eu acredito no lema de nossa bandeira: ordem e progresso. Mas não há ordem sem disciplina e educação; e não há progresso sem liberdade e incentivos.

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  12. amigo, pelo menos 10 horas da minha semana são dedicadas à filantropia!
    Eu tenho moral para falar disso!

    Famílias destruídas, proliferação das drogas, bandidagem…
    É o que nós colhemos com a revolução gramscista contra os valores ocidentais! Leia Gramsci, Marcuse, Foulcault, etc… Para implantar a ditadura do proletariado no ocidente, Gramsci viu que precisava primeiro destruir as bases da cultura ocidental: a filosofia grega, o direito romano, e a moral judaico-cristã. Estão conseguindo! Infelizmente.

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  13. Straniero e Charles! Parem com esse blá-blá-blá de vocês! Todo mundo já viu que vocês gostam muito de ler. Parece mesmo que são verdadeiros intelectuais, mas esqueceram que nenhuma leitura, nenhum autor, por mais inteligente que seja, não entra em sala de aula objetivamente se não houver condições materiais para isso. Quero dizer que o bom mesmo é quando as crianças têm café, almoço, janta e LAZER! Caso contrário, de nada adianta palavreado bonito – como o de vocês – se o educando (ou projeto disso pelo menos) está passando fome, não tem onde dormir, não tem o que vestir, vê os pais brigando, bebendo, se drogando. Que bonito e interessante quando se tem apenas um ou dois filhos e se pode mandá-los para o Portinari (e ainda falam em socialismo). Quero ver quando se tem cinco, seis, oito filhos e ainda se está desempregado! Ora, vão à alguma família pobre levar uma boa cesta básica que vocês ganham mais! Ou entao vão tentar passar essas “orientações” de russos, franceses, americanos ou de sei lá mais quem aos pivetes que já estão no mundo crime, para ver quem se dá melhor doutrinando! Chega dessa conversa!

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  14. Amigo, longe de mim interferir nos teus questionamentos ao Charles, mas isso não são perguntas. São uma mistura de pontos: Pontos de vistas com pontos de interrogação.

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  15. Os mortos são imortalizados pelo seu legado. E o legado de Paulo Freire é um malefício à educação!
    Gostaria que respondesse alguns dos vários questionamentos que fiz.
    1- Que tal escrever um texto relacionando Dom Bosco e Freire?
    2- Que tal conhecer a excelência de um aluno formado pela metodologia de Dom Bosco?
    3- Os alunos das escolas que aplicam o sistema tradicional clássico de ensino possuem melhores índices no ENEM e formam melhores cidadãos?
    4- Você acredita na LUTA DE CLASSES como formadora de cidadãos?
    5- Você nega que a escola de Frankfurt tinha como objetivo subverter a ordem política, e conômica e cultural da sociedade ocidental para implantar a ditadura do proletariado?
    6- Você condena pais que usam das palmadinhas, porém nega que Che Guevara foi um dos maiores assassinos da segunda metade do século XX?

    Gostaria que respondesse de forma objetiva, sem fugir das questões, e sem apelar para o confronto pessoal. Conseguiria?

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  16. É que os mortos não podem argumentar, caro Charles.

    É muito mais fácil acusá-los.

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  17. Gramsci tem responsabilidade pelos baixos salários dos educadores? Isso é delírio…
    Meu caro “Estrangeiro”, não são os mortos os culpados pela desvalorização dos profissionais da educação. São os vivinhos…

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  18. Para refletir, uma citação de Abraham Lincoln

    Não criarás a prosperidade, se desestimulares a poupança.
    Não fortalecerás os fracos por enfraquecer os fortes.
    Não ajudarás o assalariado, se arruinares aquele que paga.
    Não estimularás a fraternidade humana, se alimentares o ódio de classes.
    Não ajudarás os pobres, se eliminares os ricos.
    Não poderás criar estabilidade permanente, baseada em dinheiro emprestado.
    Não evitarás as dificuldades, se gastares mais do que ganhas.
    Não fortalecerás a dignidade e o ânimo, se subtraíres ao Homem a iniciativa e a liberdade.
    Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente, se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.

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  19. Você disse: “A satanização de Paulo Freire para esconder que as elites econômicas desse país nunca se preocupam com a educação popular! E odeiam quem dela se preocupa e dela se ocupa.”
    Pelo contrário. Eu posso falar porque conheço as ESCOLAS. Preocupa-me o tipo de aluno que estamos formando, se é que pode ser chamada de formação. Eu me preocupo e muito com a educação popular, por isso não fico na minha sala no ar condicionado fantasiando! Eu conheço amiúde o problema educacional brasileiro, e afirmo que é o marxismo cultural, e Paulo Freire! Não precisa ser nenhum gênio para perceber que as escolas que ainda utilizam o sistema clássico possuem as melhores notas no ENEM, e formam os melhores cidadãos. É um FATO! Pode colocar qualquer argumento quimérico, mas o que acontece na realidade, no dia-a-dia só sabe quem vai a campo! Os baixos salários são apenas consequências dessa revolução, ou subversão, iniciada por Gramsci, os teóricos da Escola de Frankfurt, e Freire na educação.

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  20. bah, Sr. Charles, nem vi que tinhas falado também “Paulo Freire deve estar se revirando na sua tumba”, só me contive à frase da Regina Duarte neste post.rssss
    Mas é isso aí. Paulo Freire deve estar com as orelhas pegando fogo.

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  21. Paulo Freire deve estar inquieto em seu túmulo a esta hora, coitado. Falam e nada sabem sobre pedagogia freireana. Distorcem o sentido de dialética,do famoso “ninguém ensina ninguém” (tanta coisa de qualidade das falas de Freire, só usam isso?).

    Qualquer um se acha no direito de falar de educação, e os professores (em sua maioria) tem que ficar bem quietinhos mesmo, porque falam que são freireanos, culpam Freire mas, no entanto, leram dois ou três livros e dizem que estudaram sua obra.

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  22. Straniero:

    Se tu queres publicar um artigo no Guia São Luiz, é só falar com o editor Anderson (e não comigo). Pelo que sei, há um espaço para leitores escreverem suas crônicas.

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  23. Diz “Estrangeiro”:”A única real colaboração de Paulo Freire para a pedagogia foi a destruição das escolas publicas brasileiras”.

    Paulo Freire deve estar se revirando na sua tumba. Aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, têm alunos que estudam em “escolas de lata”. A culpa certamente não é do Paulo Freire…

    Os professores ganham pouco. A culpa não é de Paulo Freire…

    Colocam 30 ou 40 alunos numa sala de aula. A culpa não é de Paulo Freire…

    Falta professor em determinadas disciplinas. Paulo Freire é o culpado?

    Para o meu algoz, Paulo Freire é o causador das mazelas do ensino público brasileiro e também pelas dificuldades do ensino norte-americano. Segundo ele, não fosse Paulo Freire seria o “céu na terra”.

    Isso sim é ideologia, naquele sentido que Marx analisou: fazer uma leitura invertida, mascarada, da realidade para esconder um discurso e uma prática de dominação. A satanização de Paulo Freire para esconder que as elites econômicas desse país nunca se preocupam com a educação popular! E odeiam quem dela se preocupa e dela se ocupa.

    Straniero, continue sua “guerra santa” contra Paulo Freire. Ela será infrutífera, porque a “teoria do medo” não cola mais. Regina Duarte perdeu o charme.

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  24. Concordo com Straniero, creio que idéias contrárias às suas, motivaram que o Colégio Militar Tiradentes não viesse a São Luiz Gonzaga. Em Santo Angelo e Ijuí já funcionam, sendo um modelo considerado dos melhores educandários do estado, local onde é pregado a obediência e disciplina, porém os alunos saem com largo conhecimento, conseguindo êxito em seu futuro, como cidadões e como profissionais.

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  25. Companheiro “Sou pela diversidade” em momento algum quis criticar o Guia São Luiz, mas sim, critiquei o autor do texto que recusou o meu pedido de publicar um artigo, e afirmando que eu iria “atormentar” os leitores.
    Por que ão façamos um teste?

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  26. Você me fez os seguintes questionamentos: “Quem abandona é porque adotou antes. Mas os EUA adotaram tal método? Todas ou a maioria das escolas adotaram? O governo recomendou? Bush pai ou Bush filho recomendaram Paulo Freire? Os pedagogos norte-americanos são marxistas?”
    Os marxistas infiltraram-se na comunidade educacional americana. Pesaram a favor a força destrutiva de seu pensamento, o engajamento político e a presença carismática. Podemos citar Marcuse ( da Escola de Frankfurt) e a revolução na California no fatídico ano de 1968. O que você acha que Freire foi fazer nos Estados Unidos durante o exílio? A convite de quem? Quem o sustentava?Veja nas palavras do próprio Hebert Marcuse, a importância do movimento de 1968 “é ter produzido uma nova definição de revolução colocando-a em relação com novas possibilidades de liberdade, novas potencialidades do desenvolvimento socialista, ao mesmo tempo produzidas e bloqueadas pelo capitalismo avançado”. Para Marcuse, naquela oportunidade “novas dimensões abriram-se assim para a transformação da sociedade. De agora em diante, essa transformação não pode ser apenas uma subversão econômica e política, isto é, o estabelecimento de outro modo de produção e de novas instituições; trata-se antes de tudo de subverter o sistema dominante de necessidades e suas possibilidades de satisfação”.

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  27. Paulo Freire não foi um educador, e sim, um doutrinador. Parece-me que o sujeito acreditava que educação era privar as crianças de pensarem por conta própria, pois inculcava nelas uma “crítica” já pronta, fiel às esquerdas e a visão perturbada que tal ideologia tem do mundo.
    Marcuse, Derrida (o rei do relativismo moral que reconheceu, antes de sua morte, a infelicidade e irresponsabilidade que cometeu) e Sartre (que os franceses da atualidade dizem ter sido um preguiçoso mental) não podem servir de parâmetros educacionais… pois sequer demonstravam entender o radical do termo educação…

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  28. O principal motivo do caos na educação brasileira foi o fim da linha pedagógica do ensino tradicional, que mantinha um padrão de qualidade. Com a entrada de literaturas como as de Vygotsky, Piaget, Paulo Freire e outros que a educação descambou para caminhos, onde o processo pedagógico é baseado em fantasias. Paulo Freire, assim como os outros acima citados, nunca foram educadores. Nunca estiveram numa sala de aula (com quarenta alunos ou menos) vivendo a realidade e seu dia a dia.Na teoria é fácil para quem se apaixona pela busca do ideal. Mas é necessário buscar o ideal praticando. Foi fácil para Piaget realizar seus testes com quatro crianças sem nenhum déficit intelectual e preparadas para tal teste. Queria que realizasse seus testes numa escola real (não vou citar em que bairro ou lugar para não ser preconceituoso). Paulo Freire teve seu primeiro contato com a realidade quando foi convidado a ser Secretário da Erundina em São Paulo. Ele ficou perdido. Viu ali que escrever é uma coisa, fazer é outra.
    Em essência, o que Paulo Freire quer é partidarizar as escolas, doutrinar alunos, não ensinar. É a transformação da escola em filial de sindicato, um absurdo. Enquanto se gasta energias para ensinar os alunos asneiras que eles nunca vão usar na vida sobre “opressão” e “oprimidos”, os mesmo alunos não conseguem nem ao menos resolver uma formula de trigonometria fundamental. A única real colaboração de Paulo Freire para a pedagogia foi a destruição das escolas publicas brasileiras.
    Concito ao amigo para visitar uma escola pública do município e ver cmo é a vida de um professor. Das salas com ar condicionado não enxergamos o caos que a metodologia freireana provocou. alunos que não respeitam o mínim o professor. Jovens que não sabem nada de patriotismo, nem urbanidade, nem civilidade.
    O prático X o teórico!!!!!!!!

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  29. Não estou discordando de que Paulo Freire é conhecido nos EUA, mas de que seu método tenha sido empregado de forma massificada naquele país, a tal ponto de alterar – e de forma negativa – a suposta eficiência do sistema educacional norte-americano (tomado como um todo).

    Inclusive, embora muito citado nos EUA (mas pouco empregado na práxis dos educandários), há natural dificuldade em compreender o seu pensamento naquele país, além do que a pedagogia crítica de Paulo Freire começou a ser perseguida pelo Governo a partir do 11 de setembro (ver aqui entrevista como pesquisador canadense naturalizado americano Peter McLaren: http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=8777&cod_canal=35 ).

    Há efetivamente uma reação neoconservado a Paulo Freire nos EUA ( ver aqui: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/eua-a-reacao-neoconservadora-a ).

    No entanto, as críticas a Paulo Freire têm sua origem em pessoas, instituições ou organizações que se vinculam a uma ideologia conservadora. Afirmam-se “neutras” para enganar os desavisados, mas se encontram comprometidas com o capital financeiro e a grande mídia corporativa. Exemplo disso é o City Journal, referido em comentário do meu algoz Sgtraniero, que dá voz ao ultra conservador Sol Stern (ver aqui: http://carloslatorre.wordpress.com/2009/06/05/paulo-freire-e-as-escolas-dos-eua/ )

    Quem tiver interesse em aprofundar o tema, recomendo as seguintes leituras:

    http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=8777&cod_canal=35

    http://www.educacional.com.br/glossariopedagogico/verbete.asp?idPubWiki=9590

    http://www.artigonal.com/educacao-artigos/a-concepcao-de-educacao-de-paulo-freire-para-jovens-e-adultos-993680.html

    http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/Files/seminarios/mesa06-a.pdf

    http://www.anped.org.br/reunioes/31ra/1trabalho/GT06-4007–Int.pdf

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  30. “E.D. Hirsch’s Core Schools provou que um rico conteúdo baseado na pedagogia clássica, focada no professor, aumentava o rendimento escolar de crianças pobres e que esses alunos permaneciam curiosos, intelectualmente estimulados e atentos, ao contrário do método Freire”.

    Mas provou como? Em que revista ou publicação posso encontrar essa “prova”? Por que afinal uma escola situada num país desenvolvido adotou um método criado a partir de uma realidade educacional típica de um país então subdesenvolvido? Se o método clássico propiciava “alunos (…), intelectualmente estimulados e atentos”, qual a razão para um Estado liberal adotar um método de um “marxista”? Há algo de podre no reino da Dinamarca…

    “Estudos do NEW YORK TEACHING FELLOWS provou que a metodologia de Paulo Freire era o principal responsável pelas salas de aula caóticas, administradores indiferentes, professores veteranos que raramente ofereciam ajuda”.

    Mas onde encontro esses estudos? Quem é NEW YORK TEACHING FELLOWS e qual a linha pedagógica que essa instituição defende? Quais os critérios de verificação utilizados? Quais escolas norte-americanas foram pesquisadas? Quem adotou ou supervisionou aplicação do método? Onde encontra a contradita das escolas pesquisadas? Qual o nexo causal entre o método Paulo Freire e atuação dos “administradores indiferentes”?

    “Para Stern Sol, do City Journal, se os EUA quiserem dar um salto de qualidade educacional, devem abandonar o método Freire”. Quem abandona é porque adotou antes. Mas os EUA adotaram tal método? Todas ou a maioria das escolas adotaram? O governo recomendou? Bush pai ou Bush filho recomendaram Paulo Freire? Os pedagogos norte-americanos são marxistas?

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  31. Sou pela diversidade

    Vou defender essa revista eletrônica da acusação do senhor Stranieiro. Acusa ele que o leitor do Guia tem também o direito de decidir que literatura ele prefere, como se esse espaço virtual adotasse uma linha única, no caso de não valorizar a religião.
    Mas claro que aqui há espaço para crentes e descretes! O Guia São Luiz tem colunistas diversificados que dão essa oportunidade de escolha.
    Se o senhor é um religioso temente a Deus e se ofende com textos que não siguam preceitos de nosso Senhor, então deve ler a coluna, por exemplo, da Diane Rieger, que fala de Jesus e da fé cristã. Eu por exemplo sou cristão e leio todas as colunas, respeitando sempre a opinião de cada colunista.
    Percebi que o senhor não faz nenhum comentário naquela coluna da Diane, quando deveria estimular aquela maravilhosa escritora, serva de Deus, que tem fé em Cristo Salvador. Acaba somente dando ibope pata textos que não estão alinhados com a verdade salvadora.
    E sobre o texto do senhor Charles, penso o seguinte: a sociedade evolui, o que servia antes talvez não sirva mais. Hoje as pessoas já tem conhecimentos para criarem seus filhos sem baterem neles. Nem cristãos e nem ateus devem espancar os seus filhos, mas amá-los.Cristo disse: amai a Deus e ao teu próximo. Esses são os doi mandamentos.
    Se falta amor em casa, aí temos filhos desobedientes, que fazem o mal. Quem é amado retribui com amor.Se os pais dizem “faça isso” e os próprios país fazem diferente, dão exemplo errado aos filhos. E assim que começa as mentiras, dogras, violência etc. A criança é pura de alma, as maldades vem dos adultos, que a criança acaba copiando. Então que espanquem os adultos, nao os anjinhos de Deus.
    Cristo disse: vinde a mim os pequeninos…

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  32. …Sr Straniero, como pai d 2 filhas, professor em plena atividade, onde tive a oportunidade de conhecer alguns dos educadores e/ou cientistas citados, e, principalmente de Freire, do qual todo professor deve ser doutor, juntamente com Vigostki dentre outros, devo concordar com você. Hoje se confunde Liberdade com Libertinagem, ou Democracia com
    Total Falta de Responsabilidades. O limite, a responsabilidade, o respeito ao outro deve nortear o comportamento de todo o cidadão. O meu direito termina onde começa o do outro…Parabens pela lucidez das palavras…

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  33. Não tenho nada contra comunistas, nem ateus. só acho que um meio de comunicação saudável deve ser norteado pelo prncípio da proporcionalidade. Afinal justiça é um conceito relacionado a equilíbrio. Creio que seja justo mostrar o mesmo assunto sobre diferentes idiossincrasias.
    Acho que o leitor do Guia tem também o direito de decidir que literatura ele prefere. Agindo desse modo pode parecer o Big Brother de George Orwell, em 1984.
    Montesquieu disse: Não concordo com uma palavra do que dizes, mas lutarei até a morte pelo direito de dizê-las.
    Cito ainda para finalizar, Platão: “Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo.“
    Em relação a este comentário concordamos sobre a variedade de textos em nossas colunas. Dessa forma mesclamos textos religiosos e ateístas para atender todos os públicos. Da redação.

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  34. Sr. Fulano de tal:
    Para que pedir voto?
    Fascistas não são votados, tomam o poder na marra. Esqueceu? Temos é de dar um golpe…
    Que bom que você reconheceu mais esse qualidade do fascismo italiano: prendeu esses comunistas ateus. Até agora, somente o Vaticano e algumas multinacionais europeias reconheciam méritos aos seguidores de Hiltler e Mussolini, esses dois homens bons, que lutaram pela moral, o bom custume e a propridade.
    E é isso mesmo: para essas crias não se tornarem comunistas quando crescerem, é bom dar várias surras mesmo!

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  35. Acontece este final de semana em São Luiz Gonzaga um encontro de ex-alunos salesianos. Que tal comparecer? Conhecer a metodologia de Dom Bosco. Conhecer a amorevolezza, a disciplina, o respeito, a paz social; tão oposto a Freire que professava a eterna luta de classes e uma revolução belicosa… Que tal escrever um texto relacionando Dom Bosco e Freire? Que tal conhecer a excelência de um aluno formado pela metodologia de Dom Bosco?

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  36. Estudos do NEW YORK TEACHING FELLOWS provou que a metodologia de Paulo Freire era o principal responsável pelas salas de aula caóticas, administradores indiferentes, professores veteranos que raramente ofereciam ajuda. Pode-se esperar que as leituras exigidas para professores iniciantes contenham dicas práticas para a vivência na sala de aula, por exemplo, ou bons conselhos que ajudem a leitura de alunos desfavorecidos. Ao invés, o único livro que todos tinham que ler “de cabo a rabo” era Pedagogia dos Oprimidos, do educador brasileiro Paulo Freire.
    E.D. Hirsch’s Core Schools provou que um rico conteúdo baseado na pedagogia clássica, focada no professor, aumentava o rendimento escolar de crianças pobres e que esses alunos permaneciam curiosos, intelectualmente estimulados e atentos, ao contrário do método Freire.
    Para a Modern Language Assossiation – “não importa o quanto Freire insista em ‘solução de problemas’ em oposição à educação ‘bancária’, o objetivo do ensino para Freire é mover o estudante na direção do que ele chama de ‘uma percepção crítica do mundo’, e não há dúvida de que para Freire apenas o Marxismo ou alguma versão do radicalismo esquerdista conta com uma genuína ‘percepção crítica’ “.
    Gerald Graff assim analisou o método Freire nas escolas americanas:Que direito temos de nos auto proclamar a consciência política de nossos alunos? Dada a desigualdade em poder e em experiência entre alunos e professores (até mesmo professores de comunidades humildes) os alunos têm sempre e com razão medo de desafiar nossas visões políticas mesmo se nós insistirmos para que o façam… Fazer com que os alunos “abram suas cabeças para o esquerdismo, feminismo, anti-racismo e idéias estranhas” seja o principal objetivo do ensino e estimula-los (belo eufemismo) “a trabalharem pela mudança igualitária” foi o erro fatal do movimento de pedagogia libertária de Freire nos anos 60 e ainda o é hoje.
    Para Stern Sol, do City Journal, se os EUA quiserem dar um salto de qualidade educacional, devem abandonar o método Freire. Ele escreveu Breaking Free: Public School Lessons and the Imperative of School Choice.
    Paulo Ghiraldelli Jr, professor da UFFRJ, faz um estudo sobre o corporativismo pedagógico que existe no Brasil, e mostra o exemplo americano que já está extirpando Dewey e Freire.

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  37. Straniero, já pensou em se tornar presidenciável? Eu voto em ti e mais todos aqueles que lutam pela dignidade!

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  38. Viva!!!!!!!!!!!! Straniero para presidente!!!!!!

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  39. Há, ainda tem algo!
    “Straniero”, por favor indique a fonte das “pesquisas (que) apontam o problema da educação americana ao método Paulo Freire”. Afinal, minha crônica é ideológica demais, estão vamos à ciência. Indique as publicações científicas que baseiam sua argumentação acerca das dificuldades educacionais americanas e relação com a aplicação do método Paulo Freire… será uma bela colaboração científica, não é mesmo?

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  40. Convite recusado, “Straniero”. Afinal, “tempo é dinheiro”. Não vou atormentar os visitantes do Guia São Luiz ressuscitando a guerra fria. Desde Gorbatchov isso foi superado. Se o senhor está interessado em detonar comunistas e ateus, crie um comitê e de início a uma espécie de neo-marcatismo tupiniquim, pendurando na parede da sala um retrato do seu guru, Joseph McCarthy.

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  41. 6. Sua coluna é muito ideológica e pouco científica. Faço um desafio. Escrever um texto sobre Che Guevara, um dos maiores assassinos da segunda metade do Século XX, e a relação com nossos jovens, que adoram usar camisas com seu rosto estampado! E quem sabe até relacionar as ideias de Gramsci e da Escola de Frankfurt com isso. Topa o desafio?

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  42. 5. As escolas americanas sequer suspeitam do método Paulo Freire — ERRADÍSSIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    pesquisas apontam o problema da educação americana ao método Paulo Freire. Os Estados Unidos implantaram muito mais que no Brasil o método Paulo Freire, e estão colhendo o que plantaram!
    Paulo Freire é LUTA DE CLASSES. Não se faz educação baseada em lutas, nem classes!

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  43. 4- Escola de Frankfurt – A escola não seguiu Gramsci, mas seus filósofos foram influenciados SIM pelo Gramscismo.
    Habermas – marxista SIM, responsável teórico dos movimentos estudantis de 1968, que os franceses preferem esquecer!
    Marcuse – marxista. Dá uma olhada em “Eros e a Civilização”, é a banalização do sexo e e um elogio à desconstrução da família.
    Adorno – teórico da Indústria Cultural, Cultura de massas, senso comum e o politicamente correto.
    Hockheimer – marxista, incentivador do ateísmo

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  44. 3- Nunca critiquei as teorias. Critico sim aquelas pessoas extremamente teóricas… Que do sofazinho fazem leis idiotas. Um prático não é aquele que age sem antes criar uma teoria, este é o aventureiro. O prático é aquele que ajusta à realidade (porque a conhece e a entende) as teorias, de forma a torná-las plenamente exequiveis. Rousseau em Do Contrato Social nos diz que o legislador é como o arquiteto. O arquiteto deve fazer um estudo prévio do terreno ( se é pedregoso, arenoso, lamacento, se é aclive, etc…) antes de lançar as bases. Assim deve ser o legislador. Deve entender a cultura, os costumes, a moral, que permeia a sociedade, para não desmoronar suas fundações. Enfim, parafraseando Júlio Verne: o que uns homens conseguem sonhar, outros conseguem tornar realidade.

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  45. 2- Gramsci lutou contra o fascismo. ERRADO! O fascismo lutou contra Gramsci. Anos depois porém, o mundo conheceu que fascismo tinha as mesmas práticas do comunismo. Sugiro a leitura Origens do Totalitarismo, de Hannah Arendt. O Nazismo, era um nacional-socialismo!
    Nos seus Cadernos pode-se observar alguns conceitos como: senso comum, inversão de valores, revisionismo histórico, historicismo absoluto, lavagem cerebral, relativismo, etc… Existe uma bibliografia muito extensa sobre o problema gramscista na sociedade ocidental. Indico: A Revolução Gramscista no Ocidente; O Gramscismo no Brasil; A recepção de Gramsci no Brasil, etc…
    Cede um espaço na coluna para eu escrever um artigo sobre o Gramscismo?

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  46. 1- Sócrates não deixou nada escrito, tudo que conhecemos sobre eles vem principalmente de Platão. Ora, o próprio Platão diz que Sócrates era um mestre que se recusava a ter discípulos. Sócrates nunca teve discípulos, teve seguidores. Há uma linha muito tênue entre ser discípulo e ser seguidor! Saberia diferenciá-las?
    Sugiro que leia A República, de Platão para entender como Sócrates idealizou a disciplina dos jovens gregos.

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  47. Fulano de Tal - Ao Sr Lucas Romano

    Pergunto qual foi a contribuição prática do amigo.

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  48. Sr. Stranieiro (ou sei lá o seu nome verdadeiro):
    Disciplina não requer violência. Sócrates tinha discípulos que o seguiam pelo simples fato de respeitarem seus conhecimentos e método. Somente os “mestres” incompetentes e autoritários é que reúnem a pretensão de impor o seu “saber” para os seus “discípulos”.
    Meu filho de quatro anos freqüenta uma escola (Colégio Portinari) que ensina desde a tenra idade o valor da disciplina e dos limites, mas sem violência nenhuma, muito menos desestímulo ao exercício das liberdades individuais e do trabalho coletivo! O Portinari utiliza como metodologia de ensino o construtivismo (Reggio Emilia), que privilegia a construção do conhecimento pelo protagonismo do aluno (e não pela repressão do professor, como detentor e transmissor exclusivo do conhecimento). Mas deixa para lá, afinal tudo isso não passa de teoria, não é mesmo?
    Conheço dois senhores que gostavam de disciplina com violência: Hitler e Mussolini. A humanidade não tem saudades deles. Só pavor. Não sei porque pensei neles…
    A propósito, Gramsci – o senhor seguramente não leu uma linha sequer do que esse intelectual e militante político escreveu – lutou contra o fascismo. Foi preso pelo regime e libertado para morrer em casa. Não foi somente um teórico, mas um homem corajoso, ativista, que perdeu a liberdade na luta contra um regime que se sustentava pelo uso da força. Tem muita gente por aí que detesta “teóricos”, ou seja, pessoas que estudam, pesquisam e produzem conhecimento, mas sua desconformidade fica somente no mundo das palavras, vez que não age, não se envolve em nenhuma atividade em defesa da sociedade. Detesta “teorias”, mas tampouco tem prática. Aliás, o ser humano chegou aonde chegou porque desenvolveu a capacidade de teorizar antes de agir, de conhecer para fazer (de forma simultânea, a práxis).
    E para não dizer que não falei de comunistas autoritários, faço referência a outro sujeito que adorava disciplina com violência: Stálin.
    Afirmou certa feita o mestre dos disciplinadores, Stálin: “Diz-se que o atual Comitê Central não brilha pelos seus conhecimentos teóricos. E daí? Desde que a política seja acertada, os conhecimentos teóricos são supérfluos. Conhecimentos teóricos são coisas que se adquirem, amanhã se os conquista (…). E a força desse Comitê consiste em aplicar uma justa política leninista, coisa que os “intelectualóides” que rendem culto ao “conhecimento” não querem compreender” (Citado por Fernando Claudin em “A Crise do Movimento Comunista”, 2 volumes, Global Editora, São Paulo, 1986). Stalin detestava teóricos e suas teorias, mandou matar quase que todos os “intelectualóides” que denunciavam seu regime e método totalitário. Afinal, era preciso manter a ordem e disciplina (ou seja, o poder), algo que esses “teóricos” atrapalhavam!
    Por detestar “teóricos”, o senhor tem dificuldades de compreender o que tenha sido a escola de Frankfurt. Os membros dessa escola – que não seguiram Gramsci – entendiam que a teoria marxista não poderia explicar adequadamente o desenvolvimento de sociedades capitalistas no século XX. Eram críticos tanto do capitalismo como do socialismo da então União Soviética stalinista, a tal ponto de defenderem um caminho alternativo para o desenvolvimento social.
    O filósofo europeu vivo mais respeitado atualmente é Habermas (não é marxista), oriundo da escola de Frankfurt. Sua teoria da comunicação (e do princípio U) em hipótese alguma combate a “sociedade ocidental”, ao contrário, tenta resgatar valores inerentes à modernidade (criticando a chamada pós-modernidade).
    Culpar o educador Paulo Freire, dizendo que seu método produziu “ jovens sem limites, sem patriotismo, sem civilidade, sem urbanidade” é de uma estultice sem precedentes! Nunca vi asneira maior, desafio que se indique um estudo científico publicado que demonstre essa teoria (viu, o senhor também tem teorias!). Esse fenômeno da violência urbana tem sua origem na pós-modernidade, um subproduto do atual estágio do capitalismo, e certamente não será combatido pela via policialesca.
    Os EUA, por exemplo, sequer suspeitam que exista um método Paulo Freire, e os índices de violência urbana entre jovens norte-americanos é bem superior ao nosso. E isso que por lá, como ensina a Rede Globo, as penas são mais “severas”, crianças e adolescentes são responsabilizados penalmente. Nada impede, no entanto, que há cada final de mês um maluco saia chacinando pessoas na multidão.
    A pedagogia de Paulo Freire é odiada por setores da elite econômica do Brasil porque esse pessoal nunca admitiu que pobre (negro, homossexual, mulher, etc. ) possa ter/produzir conhecimento. E conhecimento é poder. Então é bom ter a “peonada” sob rédeas curtas e ignorante, porque aí a gente segue mandado no pedaço, não é mesmo? Circo ao povo (BBB, Fautão, etc.), e não conhecimento.

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  49. Uma instituição de ensino superior de excelência mundialmente conhecida reproduz como lema a seguinte frase: “Ides comandar, Aprendei a obedecer!”
    Só deve reclamar de direitos, os que cumprem os deveres!
    Para refletir!

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  50. Não existe educação sem disciplina. Disciplina tem a mesma raiz semântica da palavra discípulo. Seria “aquele que segue”. Mas segue o quê? Segue preceitos estabelecidos pela sociedade a que está inserido. Mas o que acontece quando os valores dessa sociedade encontram-se relativizados pelo marxismo cultural? Há um choque da civilização. Disciplina originou do termo latino para pupilo que, por sua vez, significa instruir, educar, treinar, dando idéia de modelagem total de caráter. Assim, a palavra disciplina, além de significar, em sentido acadêmico, matéria, aula, cadeira ou cátedra, também é utilizada para indicar, em educação, a disposição dos alunos em seguir os ensinamentos e as regras de comportamento. É a relação mestre-aprendiz, jogada no lixo por Paulo Freire ao afirmar que ninguém ensina ninguém. Os mestres merecem mais respeito! Logo a indisciplina merece uma correção gradativa:”orientar o disciplinado, corrigir o indisciplinado, e punir o incorrigível”.

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  51. Paulo Freire. Foi um “educador”, que escreveu a Pedagogia do Oprimido, verdadeiro ode à luta de classes no ensino. Este “educador” contribuiu sobremaneira para os professores perderem a autoridade em sala de aula e deu ao aluno a possibilidade de fazer o que quiser em sala de aula ( inclusive bater no professor) e não sofrer nenhum tipo de punição. Os teóricos me preocupam! A ideia deste Paulo Freire podia ser até bonitinha no papel, mas na prática foi um verdadeiro fracasso. Hoje em dia colhemos os frutos do método Paulo Freire: jovens sem limites, sem patriotismo, sem civilidade, sem urbanidade…. Esta medida paliativa é até bonitinha. Romântica. Mas tal como a pedagogia do oprimido, será um verdadeiro fracasso. E o custo disso é o futuro da sociedade! Por isso sou completamente contra estes TEÓRICOS, e suas leis absurdas. Que as pessoas de bom senso revoltem-se contra esta lei, e pressionem nossos representantes. A educação de nossos jovens não pode ser desrespeitada, como fizeram com nossas escolas!

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  52. Foucault, este indivíduo é o mesmo que aqueles estudantes de Direito fazem um trabalho no filme Tropa de Elite. Os mesmos alunos que fazem passeatas pela paz e financiam o tráfico, a politicagem, o crime organizado, clínicas de aborto, etc… Sorte que o Baiano tem consciência social…
    Mas quem foi Foucault? Vamos começar com Marx e o comunismo. Os comunistas identificaram a causa do fracasso do estabelecimento do regime comunista em países ocidentais: a cultura ocidental estava muito arraigada nos trabalhadores. Gramsci propôs então a desconstrução das bases da sociedade ocidental ( Filosofia grega, Direito Romano, e Moral Judaico-Cristã). A Escola de Frankfurt seguiu as bases de Gramsci, com Adorno, habermas, Hockheimer, etc… e começaram a destruir a nossa civilização para facilitar a implantação de uma ditadura do proletariado nos moldes de China, URSS, Cuba, Camboja, etc… Foucault deu prosseguimento aos ideais de Gramsci e da escola de Frankfurt, o que ficou conhecido como Marxismo Cultural, e revisionismo. Graças a estes pensadores houve a proliferação das deogas, a contracultura, a banalização do sexo, o libertarianismo, o revisionismo histórico, o crescente ateísmo, a ditadura do direito, o bandido acima das autoridades, a banalização dos direitos humanos. Foucault ainda foi uma das primeiras vítimas da AIDS, pois era viciado em drogas e homossexual. Seu livro mais famoso é Vigiar e Punir.

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  53. Fulano de Tal - Ao Sr Lucas Romano

    Obrigado pela consideração, particularmente por se tratar de um desabafo de pai, com relaçào ao momento em que vivemos. Momento este que tem como prerrogativa viver sob uma ética de legalidade, em detrimento de uma ética da moralidade. Nossos “estudiosos” de plantão, de maneira verborrágica, tentam incutir, jesuíticamente, conceitos tratados com superficialidade e não com a atenção devida que o assunto requer. Multipliquemo-nos! A voz da experiência, ou daqueles que se submetem a esse tipo de experiência, deve ser ouvida! Numa democracia, como a conhecemos, acredito que ao menos, seria digno levar esta pauta à discussão de toda a sociedade, sob a forma de um plebiscito. Vamos estudar e avaliar, nos mais diversos níveis da sociedade, o assunto em tela. Afinal de contas, trata-se de nossas vidas, nossa intimidade! Não deixemos que a solução deste assunto fique restrita ao governo e bancos acadêmicos! Vejamos o que acontece na prática!

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  54. Lucas Romano - Ao Sr Fulano de Tal

    …Ao Sr Fulano de Tal, quero compartilhar com sua idéia, fazendo minhas as suas palavras…

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  55. Vou lembrar algo que na verdade pouco tem a ver com o assunto em pauta. Mas a pergunta fica, só São Luiz Gonzaga não quis a Escola Militar TIRADENTES. Dessistiram mesmo?

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  56. Excelente texto. Parabéns. Parece que temos muito a aprender com a sabedoria indígena. Abç

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  57. Tem filhos? Pergunto porque apenas aqueles que se propõem a assumir esse papel tão importante, possuem a exata noção do que está sendo colocado em questão. Ao leigo (entenda-se aquele que não possui filhos) que os pais, por conta de um rito de passagem para uma nova etapa em sua vida, passavam a beirar um verdadeiro estado de psicose e loucura. Que todopai fica à espreita de seus filhos para, única e exclusivamente, encontrar uma oportunidade para espancar sua prole. A educação de alguns pais talvez tenha sido, realmente, através de uma única linguagem que é a da violência. Porém, julgo que não deva ser tratado como regra. Pois, cito ,como exemplo, a educação a que fui submetido… Rígida, fundamentadas em valores e crenças, consideradas medievais, mas com muita conversa, entendimento e participação. Tendo como último recurso, a agressão física. Que, segundo o meu julgamento, em certas ocasiões, merecidas; entretanto, nada que beirasse o destempero e a loucura discorrida ao longo do texto. Meu pai, que era policial, por exemplo, nunca me bateu; pois, segundo ele, não havia motivo para tal e que se houvesse, me “daria feito bandido”. Entendi o recado, muito obviamente. As surras que levei ficaram por conta de minha mãe e hoje vejo que foi necessário, naquele momento, como única forma de segurar o doido, pois, na época, já possuía uma compleição física muito maior que o de minha mãe, resultados de anos de práticas de artes marciais e natação. Era o único jeito de me conter em momentos de crise. Foram fatos episódicos. Mas, na sua grande maioria, tudo era resolvido com conversas e análisesda situação de crise. Deu certo… O que quero dizer é que tomar essa ferramenta que deve ser utilizada APENAS como último recurso é complicado, num momento em que vivemos que o bonito é desrespeitar, transgredir… E aquele que vê como ÚNICO recurso seja punido nos rigores da lei.

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  58. Já dizia Pitágoras: “Eduquem os meninos, e não será preciso castigar os homens.”
    E educar é no sentido do diálogo, do respeito e do exemplo.
    Discordo daqueles que dizem que “bater” é autorizado por Deus.
    O ensinamento é: “amar ao próximo como a si mesmo”, e quem ama a si, respeita o outro, não bate, não tortura e não mata. Quem ama educa (conversa e ensina com bons exemplos).
    Violência gera violência. Evoluir é preciso.
    Parabéns pelo texto Charles!
    Abraço!

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