Conheça o presídio de São Luiz Gonzaga

Você tem a oportunidade de conhecer o funcionamento do Presídio de São Luiz Gonzaga em reportagem especial realizada pela equipe do Guia São Luiz, que teve acesso a toda a movimentação que ocorre no local.  

     Celas, grades, muros altos e vigilância permanente é uma constante na vida de pessoas que foram para o lado do crime e que não possuem mais alternativas, a não ser pagar pelos seus atos. No mundo globalizado em que vivemos, para cada ação existe uma reação. E a punição do cárcere e isolamento social é uma forma da sociedade coibir a disseminação da criminalidade.  

     Localizado às margens da BR-285, longe do meio urbano movimentado da cidade de São Luiz Gonzaga, que fica no noroeste do estado do Rio Grade do Sul, está o Presídio Estadual de São Luiz Gonzaga. Local onde você, para todos os lados que olhar só enxergará um extenso mato verde e o único som latente é de carros que cruzam na estrada e chaves que abrem e fecham cadeados por entre as celas.  

     Neste local, trabalham 34 agentes penitenciários, três auxiliares e dois técnicos. Diariamente são realizadas cinco conferências de presos, com chamadas por nome ou apenas visual. Todos os corredores das galerias são controlados por agentes, os presos somente possuem três horas diárias de saída ao pátio. A capacidade das celas é para quatro pessoas em cada uma, mas algumas possuem cinco ou seis pelo número elevado de presos.  

O controle dos presos

       Nesta terça-feira estavam em cárcere 217 pessoas, homens e mulheres. No quadro a entrada do presídio estava descrito que hoje habitavam aquele local 69 em regime fechado, 89 em semi-aberto, 04 em regime aberto, 26 preventivas, 27 flagrantes 06 prisões civis e 13 mulheres. A principal incidência de crimes atualmente é o tráfico de drogas.  

     É terça-feira, no relógio marca-se 09h15min, nossa equipe de reportagem se desloca até o presídio, logo na entrada o guarda, policial militar, que vigia a entrada da penitenciária, nos aborda e em seguida permite nossa passagem. Em um extenso corredor de calçamento começamos a ingressar no ambiente do presídio. Estacionamos e somos recebidos por agentes do local que nos indicam o caminho de entrada. 

  

       

O diretor Charles Martins

   Em seguida somos recepcionados pelo Diretor Charles Martins e pela Assistente Social Frida Dinarelli. Assim começa o nosso trajeto por todo o universo de uma penitenciária.  

  

  

  

  

     Saúde na Penitenciária 

      Nesta terça foi dia de vacina de todos os presos, que segundo informações possuem carteira de vacinação e todos os meses recebem vacinas contra doenças como gripe e tétano, entre outras.  

     Na oportunidade uma das apenadas estava se recusando a fazer uma das vacinas, pois alegava ser muito doída, uma das agentes nos informou que quando isso ocorre o apenado assina um termo se responsabilizando caso ocorra alguma coisa, devido a sua não vacinação. Porém nesse caso a apenada foi convencida a realizar a vacina.  

     Médicos, enfermeiros e dentistas trabalham no período de 20h durante a semana no presídio. Porém, se ocorre algum problema de saúde com um preso durante a noite ou horário que equipe de saúde não está trabalhando, os agentes levam essa pessoa até o hospital.  

A saúde em dia

     No local também existem 20 apenados que utilizam de medicamentos controlados e que rigorosamente são acompanhados pela equipe.  

     Esse ano foi instalado no local um posto de atendimento de saúde, que conta com sete profissionais, entre médicos, enfermeiros, dentista e assistente social.  

     Junto a este posto existem projetos de acompanhamento aos apenados e familiares. Frida, assistente social, destaca que as famílias recebem acompanhamento constante em parceria com o CAPS. Assim como presos que são dependentes químicos.  

      

Frida Dinarelli a Assistente Social

Frida afirma que ações como estas não são privilégios dos presos, são oportunidades. Pois com projetos, como acompanhamento de saúde é mostrado outro caminho aos apenados.  

     “Essas pessoas vem com a violência reproduzida da sociedade e aqui é oferecida outra escolha para elas” afirma a assistente Frida.  

 

Visitas e Revistas 

      Segundo o Diretor do Presídio, Charles Martins, as visitas de familiares são na quarta-feira e sexta-feira. No momento em que os familiares chegam são revistados, mas a revista mais intima é realizadas a cada cinco pessoas uma é escolhida e vai para uma sala, onde ocorre a revista mais profunda. Mulheres são revistadas por agentes mulheres e homens são revistados por agentes homens.  

    Questionado sobre o aumento no número de flagrantes registrados na Polícia Civil, de pessoas que tentam entrar no presídio com drogas ou celulares o Diretor destacou que os agentes estão cada vez tomando mais cuidado com essa situação e está cada vez mais difícil a entrada com objetos ou substâncias ilegais, por isso o número de flagrantes.  

Visita Íntima  

     Todos os sábados ocorre a visita íntima no presídio, mas somente poderão receber esse tipo de visita os apenados que tiverem certidão de casamento ou tiverem uma relação estável com uma companheira (o) declarado em um documento com testemunhas, se porventura um apenado terminar seu relacionamento e iniciar com outra pessoa, somente após seis meses ele poderá receber a visita da nova parceira (o). As visitas são nas celas com a colaboração dos colegas de cela do apenado que ficam em outra cela no momento.  

   

Escola NEEJA Promotor Jorge Vicente Pacheco   

      

A escola

     No presídio existe uma escola interna de educação de jovens e adultos, mantida pelo Estado. A direção da escola é da professora Andréia Stragliotto. A escola conta com sala de informática, biblioteca e salas de aulas, assim como sala dos professores e uma cozinha para as professoras.  

     Segundo Andréia as classes são multisseriadas, divididas em ensino fundamental e médio. Com conteúdos programados especificamente para esses alunos. A diretora destaca que estão matriculados na escola 102 alunos, mas diariamente somente cerca de 60 alunos. A idade varia de alunos com 18 até o mais velho que tem 62 anos.  

     Para cada seis dias de estudo a redução da pena é de um dia.  

 

 Trabalho no Presídio 

      No presídio existe um fábrica de bolas, onde os presos fabricam as bolas em parceria com uma empresa de artigos esportivos. Para cada bola produzida o apenado ganha R$1,80. Segundo o diretor do presídio, são confeccionadas por semana cerca de 600 bolas de futebol e vôlei. A empresa envia o material e os presos produzem as bolas.  

Algumas bolas produzidas

     Existe também a confecção de estopa pelas apenadas e de artesanato, como tapetes, materiais em crochê, porta-cuia de couro, entre outros. Tudo isso com material doado por empresas locais, como retalhos de malharias.  

  

 

  

 Existe também o trabalho na horta da prefeitura que é realizado por presos, e uma horta interna do presídio, onde os apenados estão plantando milho.  

O milho começa a crescer

  

  

  

  

  

  

  

 

 Conselho da Comunidade 

       Além da verba que é destinada do Estado ao presídio, em parceria com a SUSEPE e município, a penitenciária local é mantida com apoio do Conselho da Comunidade da Comarca, composto por pessoas da comunidade regional.  

     Segundo Charles, muitas aquisições ao presídio foram possíveis somente com o apoio do Conselho da Comunidade. Como o centro de saúde, a reforma da ambulância, materiais de higiene e muito mais.  

 Objetos nas Celas   

     Objetos como televisão, rádios e ventiladores somente são permitidos na cela, mediante nota fiscal declarando o objeto que deve ficar anexada ao formulário do apenado. Em cada cela só é permitido um aparelho de televisão.  

Uma cela por dentro

  

  

  

  

  

  

  

 

Alimentação 

      São três refeições diárias, café, almoço e janta. Quem cozinha são os próprios apenados, responsáveis pela alimentação. Os agentes deixam a quantidade de alimento necessária para o dia separada. Um grupo de cinco presos é responsável pela comida. Eles possuem turnos, levantam cedo, fazem o café da manhã e em seguida já iniciam o almoço. Depois só voltam para a cozinha às 17h para preparar o jantar.  

O refeitório

  

  

  

  

  

  

  

 

Religião 

      Uma vez por mês a Igreja Católica comparece ao local e realiza uma missa. A “Assembléia de Deus “e a Igreja “Deus é Amor” realizam cultos aos sábados a tarde.  

A fé é constante

      

  

  

  

  

  

  

 

   No momento que nossa reportagem se despedia dos agentes, apenados saíam do presídio em direção a uma audiência no Fórum local. Os presos foram conduzidos em uma camionete F-1000, que segundo o diretor do presídio estava parada em Porto Alegre, devido a estragos. O diretor solicitou o carro e ele foi recuperado com apoio do Conselho da Comunidade e agora serve de transporte ao presídio local.  

Transporte de apenados

     

  

  

  

  

  

  

 

    Deixamos a Penitenciária por volta das 11h 20min da manhã desta terça-feira, 14 de dezembro de 2010, fotógrafo Anderson Amaral e repórter Pâmela Moraes, com o intuito de mostrar um pouco da realidade local dos presos de São Luiz Gonzaga.  

Texto e áudio Pâmela Moraes

Fotos Anderson Amaral

Confira entrevista com Charles Martins, Diretor do Presídio de São Luiz Gonzaga:  

Galeria de fotos

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24 Comentários

  1. jandira de fatima oliveira borges

    adriana me ajude a encontra minhas primas rita de kasia barselos borges e vera lusia barselos borges ana barselos borges de sao luis gonzaga elas eraõ~filhas de nelha barselos borges sou filha de jorge rene pereira borges se pode me ajude jandiraborgues@hotmail.com

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  2. Obrigado! Não quero conhecer! Só por fora. Espero que nunca tenha que estar nessa (noutras) morada nem para visitas. Se bem que a vida prega cada peça na gente, que bah…

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  3. feliz mente sai do inferno para nunca mais volta, so para posa rererererere

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  4. Márcio André Friedrich

    Parabéns pela iniciativa de mostrar o intramuros da Penitenciária Estadual de São Luiz Gonzaga. Sou o Delegado Penitenciário Regional(Santo Ângelo) e fico satisfeito por vocês disponibilizarem tempo e espaço para contar a rotina dos apenados daquela Casa Prisional. A evolução da penitenciária em termos sociais(trabalho interno, atendimento à saúde, atendimentos psicológicos, religiosos, educação, etc.) é uma mostra da preocupação da Direção, Equipe Técnica e servidores administrativos e da segurança da PESLG.
    Parabéns novamente.
    Grande Abraço.

    Redação – Grande abraço Márcio, tentamos mostrar os nossos leitores algo ainda desconhecido, no caso o funcionamento de nossa penitenciária. Estamos sempre a disposição quando precisar.

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  5. Quando escrevi fiquei com receio de que fosse entendida como a “defensora dos presos”, e logo após as respostas vejo que foi essa a compreensão do leitores. Mas o que eu quis descerver, foi que ninguém comete um crime do nada, são vários os fatores que levam alguns individuos a praticarem delitos. Não coloco a culpa na sociedade, porém, esta contribui na ocorrência de certas situações. Todos nós fomos bebes, inocentes, frageis, porém crescemos e aprendemos com nossa familia valores e limites, ou deveriamos aprender. Nos tornamos adultos, então temos a capacidade de discernir o que é certo ou errado.
    Não defendo os presos, apenas digo que eles são seres humanos que erraram e estão pagando de certa forma por isso, eles não escolheram a forma de pagar, isso lhes foi imposto, então não são as pessoas presas que são culpadas pela forma em que se cumpre pena. Há leis, e diga-se de passagem, feitas por nós, cidadãos, pois votamos e escolhemos representantes.
    A respeito da pena de morte, temos o direito de matar?

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  6. Parabéns a reportagem realizada pelo Guia São Luiz.
    Tenho um ponto de vista que para mim é fundamental e gostaria que fosse analisado, pois requer reflexão. Sei que o indivíduo privado de liberdadade tem o repúdio da sociedade, mas não podemos esquecer que ele existe e um dia vai sair da prisão e conviver em sociedade. Não podemos esquecer que ele é um ser humano que errou, que está pagando pelo seu crime, mas antes de tudo não esquecermos que neste mundo existe o erro. Que se nós tratarmos da pior maneira possível, sem considerarmos como pessoa, ele jamais irá agir como tal. Se não desenvolvermos oficinas, projetos. o preso jamais dará valor para o “sentir útil”, valorizado. Se nós tratarmos como “bichos”, eles jamais irão conhecer algo de bom e o “bem”. Não podemos esquecer que um dia eles sairão de lá. E o melhor que um ser humano faça e que esteja voltado para esse tipo de trabalho é ser humano, também. Temos que valorizar a educação no sistema carcerário. A todos os tipos de produção ; “Confecção de bolas, artesanato, marcenaria… Enfim, envolver o indivíduo privado de liberdade para ele sentir-se útil. Que existe coisas legais, valorozas… Acredito assim na ressocialização desta forma. Só assim melhorará o sistema. Não adianta colocar o “marginal” lá e esquecer que ele existe. É um problema social—- e dos grandes, que a sociedade não pode esquecer. Obrigada pelo espaço.

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  7. e ao guia São Luiz magnifico o trabalho de vocês me surpreendem a cada dia acho que nunca ninguém tinha mostrado o presidio por dentro,estão de parabéns chamei toda a minhã familia p olhar porq todos aqui que ainda não conheciam lá tinham vontade d conhecer,continuam sempre assim São Luiz Gonzaga está orgulhoso de ter vocês aqui frequento muito lugar aqui e em cada roda tem pessoas comentando sobre as noticias daqui,parabéns.
    Oi Vanessa, agradecemos muito tuas palavras, sempre que enfrentamos dificuldades vamos buscar motivação nos nossos leitores. Abração da equipe toda.

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  8. o seus desocupados vão achar o que fazer essa cadeia é um lixo vão vocês cairem lá algum dia p saber o q é aquilo e essa Adriana aí nunca está livre de ter que matar alguém p se defender ou um filho seu ser drogado ou cometer um erro p ir p lá tb ninguém está livre daquilo então não julgue ninguém pois um dia pode acontecer na sua familia e tu ir palar por lá,tem muitos inocentes lá dentro q não devem nada e pagam por esses grandes porq podem lá ver quem tem dinheiro não esta lá lá só estão esses coitados ladrões d galinha como chamamos cadeia é só para pobre e bobo os espertos e ricos pode ter certesa q não estão lá,e esses que saem de lá muitas vezes voltam a roubar e assaltar por q São Luiz é uma cidade preconceituosa,pobre de espirito que ex presidiario aqui não tem vez em lugar nenhum e não estou falando o que eu acho é experiencia própria

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  9. gostei da comparação Rosane(Mutty) Knierim Adorno, será q vc n está dando idéia de aumentar o nr de apenados nas celas rsrsrsrsrsrssrsrsrsrsr

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  10. Rosane(Mutty) Knierim Adorno

    estagiária e adriana,
    não considero presos lixos,e também não tenho preconceitos de tipo algum com os mesmos,prova disso é que inclusive a pouco tempo atrás aproveitei o “dia do amigo” que existe no presidio local uma vez ao mês p/visitar um apenado,oportunidade que conheci o presídio local,e,comparando-o ao antigo,vi sim que melhorou bastante..
    inclusive é interessante o guia divulgar esse tipo de visita p/os leitores que possuem amigos/conhecidos no presidio local,pois não é só familiares que tem direito a visitá-los,existe uma vez ao mês onde amigos(as) dos mesmos podem ir vê-los,se não me engano cada preso nesse dia tem direito a receber 2 visitas de amigos(as).
    o que falei sobre pena de morte são sobre criminosos com crimes hedindos,como o champinha,nardone,suzana Richthofen(que inclusive entrou na justiça requerendo a herança dos pais que matou),e muitos outros tão cruéis e não tão famosos..
    esses .
    não considero lixos esses tipos de criminosos não,pois lixo tem utilidade,se recicla,reutiliza e serve de sustento p/muitas pessoas..
    esses eu considero monstros,que não merecem e não podem ser reintroduzidos a sociedade..
    e esse blá,blá,blá que a culpada é a sociedade,etc..etc..p/mim não justificam matar a sangue frio os pais por dinheiro,nem jogar uma criança indefesa p/a morte certa,nem estuprar e matar com requintes de crueldade uma jovem que tinha um futuro inteiro pela frente..vai falar p/a familia dessas pessoas mortas que você acha que esses monstros merecem psicólogos,médicos,dentistas,direitos humanos,tv,mordomias pagas com o dinheiro desses familiares dessas vitimas..
    pena de morte sim,sentenciada por um juiz,óbvio,e mesmo assim eles terão tratamento melhor do que suas vitimas,pois morrerão sem sentir dor,com injeção letal,bem diferente de suas vitimas que morreram violentamente..
    sem falar em estupradores de crianças,que,muitos após soltos voltam a estuprar e matar outras crianças..
    e,pensando inclusive nos outros apenados,naqueles que muitas vezes cometeram um único crime,não hediondo,que poderiam sim cumprir sua pena e voltar a sociedade e seguir sua vida,ficam preso juntos com assassinos,estupradores,monstros,e muitas vezes no presidio são estuprados e mortos pelos mesmos..
    outro absurdo é lei como a que existe no brasil,onde pode-se votar com 16 anos e não pode responder criminalmente por seus atos antes dos 18,um absurdo sem tamanho..diminuição da maioridade penal.já!!!!!!!!!!

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  11. Rosane(Mutty) Knierim Adorno

    DIREITOS HUMANOS…

    *Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv:

    De mãe para mãe…

    Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a
    transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM
    em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
    Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das
    dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como
    de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.

    Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi
    que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que
    você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de
    Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc….

    Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.

    Quero com ele fazer coro.

    Enorme é a distância que me separa do meu filho.
    Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as
    despesas que tenho para visitá-lo.
    Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto,
    inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto
    da família.
    Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha,
    para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
    Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou
    estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho,
    trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.

    No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo
    carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores
    no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo…

    Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa,
    pode ficar tranqüila, viu? que eu estarei pagando de novo, o colchão
    que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.

    No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante
    destas ‘Entidades’ que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de
    conforto, e talvez me indicar ‘Os meus direitos’ !’
    Circule este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta
    inversão de valores que assola o Brasil.
    Direitos humanos são para humanos direitos !!!

    CONCORDO PLENAMENTE

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  12. Para a Adriana.
    Adriana, por que você não leva todos esses anginhos para a tua casa hein. A coisa esta desse jeito devido a pensamentos como o seu, que se culpa ou coloca nas costas da sociedade o que esses marginais fazem. Acho mesmo é que eles que cometeram crimes têm mesmo é que se ferrar, e digo mais, pagar pelo que comem, se trabalhou comeu caso contrário, jejum, se rebelou-se, quebrou cela, queimou colchão, que durma no chão pelo resto da pena e não saia de lá sem pagar pelo estrago. A sociedade esta cansada de sustentar vagabundo. Lá eles tem médicos, assistente social etc… E aqui fora, se tu quizer consultar entra na fila do SUS e aguarda 2 anos pela consulta se não morrer antes. Faça-me o favor.

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  13. Adriana, existem coisas que não podemos mudar, por exemplo, o preconceito… façamos nós a nossa parte e saibamos compreender a diversidade de idéias e de pessoas. Claro que tem bandidos cruéis na prisão, que realmente são culpados, mas quem somos nós para julgá-los! É complicado discutir esse assunto, pois sabemos que para recuperá-los leva tempo e depende ainda de muitos fatores, inclusive do apoio da sociedade, que exclui e condena o preso desconhecendo o processo,

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  14. Após o comentário da Rosane, refleti, e conclui que a maioria das pessoas não veem as pessoas presas como seres humanos, como alguém igual a todos, eles são vistos como uma espécie de lixo. Acredito que se as crianças tivessem uma educação de qualidade, os indices de pessoas presas cairia muito. Pois veja bem, crianças criadas por adultos que não impõem limites, acabam fazendo o que querem, sem pensar nas consequências, sem elas boas ou más, para si ou para outrem. Cometer ou não delitos depende da conduta, do carater, da situação financeira, do ambiente onde se vive, quem convive, como é o trato, são vários os motivos. Por isso, não se deve julgar quem cometeu certo delito, a não ser o Juiz de Direito, pessoa designada para isso, pois não se sabe do histórico da pessoa, no caso do estupro, a pessoa que praticou esse crime, talvez tenha sido abusada também por alguém. As pessoas que estão presas são seres humanos (mesmo alguns achando que não) e se estão presos é porque estão cumprindo sua pena, pagando por algo que fizeram de errado, assim, merecem respeito.

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  15. Parabéns pela reportagem!!!!Nota mil!

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  16. Rosane(Mutty) Knierim Adorno

    “não é como a mutty acha”..ksskksks
    não falei nada do que “acho”,apenas fiz uma piada sobre o assunto,mesmo este sendo sério..
    o que penso realmente é que presídios dificilmente recuperam apenados,quando não fazem o contrário,muitos saem de lá piores do que entraram..
    convivi por muitos e muitos anos “visitando” presídios,não só aqui em são luiz,mas em outros de outras cidades do rs,pois tive parente presidiario,que ao sair p/regime semi-aberto ou aberto,acabava comentendo novos delitos e voltando..
    então eu digo,na minha opinião quem mais “paga” e sofre é a familia do apenado e não o próprio em si,pois o mesmo está cumprindo pena por crime cometido pelo mesmo,e a familia do mesmo tem de sofrer junto sem ter contribuido p/isso..
    as revistas,mesmo feitas por pessoas profissionais,humilham de qualquer jeito,pois tirar a roupa na frente de outras pessoas que nem se conhece,ser revistada minuciosamente é humilhante mesmo..
    ainda presidios do interior ainda são “melhores” em relação a presidios de cidades grandes,lá sim,acontece todo tipo de coisas desumanas,é só manter-se informado p/saber..
    eu defendo presidios auto sustentáveis,e não como são atualmente onde é usado de recursos/dinheiro público p/os manterem..
    e defendo pena de morte p/crimes hediondos como assassinato a sangue frio,sem defesa p/a vitima,estupro e pedofilia,entre outros..assim,aplicando pena de morte a esses criminosos aliviaria um pouco pelo menos,a super lotação em presidios,e,além disso,daria a esses criminosos a mesma chance que deram a suas vitimas,nenhuma..
    que ficassem em presidios somente criminosos com chances de recuperação e que não tivessem praticado crimes hediondos..
    e,liberdade não tem preço,não..mas os que estão lá parecem que não pensam assim,muitos saem e voltam a cometer os mesmo crimes,voltando novamente ao presidio..

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  17. Parabéns ao Guia São Luiz pela excelente reportagem.
    Ao agradecer as palavras do José Renato também não podemos deixar de agradecer ao diretor Charles Martins e sua equipe, que nos receberam muito bem no presídio. Da equipe de reportagem do Guia.

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  18. aiii gente aí só apareceu a parte bonita do presidio,quem já conviveu lá sabe que não é nada assim bonitinho,para se consiguir um remedio para dor ou outra coisa lá dentro tem que gritar gemer chorar aí quem sabe eles te dão,ratos a noite passam por cima dos presos quando estão dormindo,muitas baratas,os presos e seus familiares passam por humilhação,gente não pensem que é essa coisinha q aparece nas fotos não,nunca queiram ir p lá,XXXXXXXXXXXXXXX,depois q um familiar meu saiu de lá eu tive que fazer um tratamento psicologico q até hoje não me recuperei ainda a coisa lá é pesada.
    Comentário editado

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  19. Faço minhas as palavras da Estagiária, pois só quem convive com
    aquelas pessoas sabe o que elas passam, quais seus dilemas. Devemos refletir sobre uma questão, que talvez poucas pessoas pensem, como podemos ajudar essas pessoas que hoje estão privadas de liberdade? Há quem diga que, como vamos ajudar quem nos roubou, matou um ente querido, ou até mesmo quem ajudou a destruir a vida de jovens através das drogas. Creio que se não os ajudarmos eles irão continuar praticando cada vez mais delitos, logo, ao invés de uma sociedade em harmonia, teremos uma sociedade que vive com medo das próprias pessoas que as compõem. A liberdade é uma jóia para o ser humano. Então não diga que viver em um presídio é bom, pelo simples fato de fazer três refeições por dia, ninguém sabe que traumas, desilusões e arrependimentos essas pessoas carregam.
    O trabalho, tanto na área da saúde, como do serviço social serve de referência para outras penitenciárias devido a sua excelência. Parabéns aos profissionais.

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  20. Comcordo em gênero, numero e grau com a Rosane!!!!!!!!!!!

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  21. Fui estagiária durante um ano e meio na PESLG e pude conviver com todo o sofrimento que aquele local traz. São presos, doentes, funcionários que acabam adoecendo com o tempo, silenciosamente. Não é como a Mutty acha, liberdade não tem preço, e quem está livre não acessa seus direitos se não quiser!
    As dificuldades são muitas para os profissionais atenderem ao público carcerário, como falta de medicamentos no SUS, falta de pessoal para fazer escolta quando é necessário encaminhar algum detento para fora da PESLG para audiências, hospital, CAPS AD, etc. Que bom que conseguiram a camionete, pois na época em que estagiei lá, houve um tempo que nem viatura existia. A Unidade de Saúde foi um projeto iniciado também naquele período e fico contente por hoje ser uma realidade.
    Parabéns à Professora Assistente Social Frida, sempre muito competente, ao Diretor e aos demais funcionários pelo trabalho que realizam… Parabéns ao Guia pela reportagem. Gostei!
    Obrigado pela constante participação, abraço da equipe Guia São Luiz.

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  22. eu vou volta pro presidio.

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  23. Parabéns ao integrantes do Guia São Luiz pela belíssima reportagem!!! E por ter destacado o trabalho daqueles que atuam de uma forma ou de outra na recuperação dos apenados, pois ao contrário de que muitos pensam, tem muita gente que pode sair recuperado ao final de suas penas e estar prontos a voltar a viver uma vida normal em sociedade. Que Deus abençoe a todos citados nesta reportagem!!!!
    Obrigado Profeta, em breve teremos mais matérias desse tipo, pois cremos que temos o dever de mostrar à sociedade as instituições que fazem parte do nosso cotidiano direta ou indiretamente. Abraço da equipe.

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  24. Rosane(Mutty) Knierim Adorno

    DIFERENÇAS ENTRE PRESÍDIO E TRABALHO

    PRESÍDIO
    Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m.

    TRABALHO
    Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m.
    _____________________________________________________
    PRESÍDIO
    Você recebe três refeições por dia de graça.

    TRABALHO
    Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
    _____________________________________________________
    PRESÍDIO
    Você é liberado por bom comportamento.

    TRABALHO
    Você ganha mais trabalho com bom comportamento.
    ______________________________________________________
    PRESÍDIO
    Um guarda abre e fecha todas as portas para você.

    TRABALHO
    Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o crachá.
    _____________________________________________________
    PRESÍDIO
    Você assiste TV e joga baralho, bola, dama….

    TRABALHO
    Você é demitido se assistir TV e jogar qualquer coisa..
    _____________________________________________________
    PRESÍDIO
    Você pode receber a visita de amigos e parentes.

    TRABALHO
    Você não tem nem tempo de lembrar deles.
    _____________________________________________________
    PRESÍDIO
    Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.

    TRABALHO
    Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos..
    _______________________________________________________
    PRESÍDIO
    Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos….

    TRABALHO
    Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente,
    Diretor, Chefe…

    PRESÍDIO
    Você tem todo o tempo para ler piadinhas..

    TRABALHO
    Ah, se te pegarem…

    TEMPO DE PENA
    No presídio, eles saem em, no máximo, 15 anos.

    No trabalho você tem que cumprir 35 anos, e não adianta ter bom comportamento.

    AHHHHHHHH E VAI TRABALHAR…
    EM VEZ DE FICAR LENDO MENSAGENS..
    VOCÊ ACHA QUE TAH ONDE ???
    NO PRESÍDIO É?

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