Agronegócio e comércio puxam fechamento de 3 mil empregos no RS

Resultado vem depois de três meses com saldo positivo de postos de trabalho|Foto:Reprodução

Depois de três meses com saldo positivo, o Rio Grande do Sul teve fechamento de postos de trabalho em abril. Foram cortadas 3.044 vagas de emprego com carteira assinada.

Este é o recorte regional na pesquisa do Ministério do Trabalho. O Caged é elaborado a partir das informações das empresas.

Dois setores foram os responsáveis por este desempenho negativo. Principalmente a agropecuária, que, sozinha, fechou 2.830 postos de trabalho. Aliás, essencialmente por isso que o Rio Grande do Sul foi na contramão do resultado nacional, que teve criação de empregos no mês.

Economista da Farsul, Antônio da Luz, confirma a nossa suspeita de motivo do resultado ruim no campo: o fim da safra de verão.

– É um resultado absolutamente sazonal.

O outro corte mais significativo ocorreu no comércio. O setor cortou 1.374 empregos. Praticamente todos foram no atacado. O varejo fechou vagas, mas bem menos.

A indústria da transformação ficou no positivo. Foi puxado pelo segmento que abrange fábricas de borracha, fumo e couro.

Acumulado de 2017

Ainda com o resultado ruim de abril, o acumulado de 2017 segue positivo. Nos primeiros quatro meses do ano, foram criadas 21.983 vagas de emprego com carteira assinada.

Esta comparação é interessante porque reduz o efeito sazonal mensal. E é a indústria, o grande setor afetado pela crise, que traz a boa notícia. Criou 19.880 vagas com carteira assinada neste período. Destaque para os segmentos de borracha, fumo, couro e calçados.

E até mesmo a agropecuária, apesar do corte tradicional de abril, ainda acumula criação de empregos formais no Rio Grande do Sul. São 3.355 empregos a mais no agronegócio.

Fonte:GAÚCHA

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