Funcionários do Banrisul recolhem assinaturas para projeto contra privatização

Categoria quer garantir que a venda de ações receba aval da Assembleia Legislativa

Funcionários do Banrisul iniciaram uma campanha para coletar 70 mil assinaturas com o objetivo de criar um projeto de lei de iniciativa popular para evitar a venda de ações do banco.

De acordo com o presidente do SindiBancários, Everton Gimenis, a medida é parte de uma série de iniciativas da categoria para evitar a privatização da instituição. “Queremos incluir na Constituição estadual uma cláusula que assegure ao Estado a manutenção do controle acionário de 51% do capital votante e 51% do capital social do Banrisul”, ressaltou. A ideia é conseguir o apoio com a maior rapidez possível, a fim de evitar que o governo estadual realize a venda até o fim do ano.

Além disso, foi criado um coletivo jurídico reunindo técnicos de sindicatos para entrar com um questionamento sobre a obrigatoriedade de a venda passar pela aprovação da Assembleia Legislativa. O Executivo estadual entende que não é necessária autorização do Legislativo para que a transação seja efetivada. No entanto, os bancários rebatem. “Queremos que tenha um debate na Casa do Povo, porque os deputados eleitos são os representantes da população, para que o governo não possa entregar de mão beijada, sem passar por uma discussão com a sociedade, essa venda de ações”, sustenta Gimenis.

Para a entidade, o governador José Ivo Sartori acelerou o desmonte no começo de outubro, com o anúncio da venda de ações do banco que o Estado detém, tanto ordinárias quanto preferenciais – o que pode acarretaria no fechamento de agências do banco. “Além de representar uma privatização do Banrisul, pois 75% das ações ficarão nas mãos da iniciativa privada, a reestruturação está sendo conduzida sem transparência pela atual direção do banco”, acrescentou Gimenis. O presidente considera que, com essa medida, o Executivo e a direção do banco enfraquecem a posição de acionistas majoritários e controladores, diminuindo significativamente os dividendos a receber pelo poder público.

Com informações do repórter Cláudio Isaías, do jornal Correio do Povo

Fonte:Daiane Vivatti/Rádio Guaíba

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